Eduardo Ramos deverá voltar a fazer dupla com Cascata (Foto: Jédson Nobre/Folha PE)
Everton, Elicarlos, Derley e Eduardo Ramos. Alvirrubros e até mesmo os seus rivais tinham na ponta da língua essa formação. Este quarteto se consagrou em 2011. E não é para menos, os quatro formaram o meio-campo do Náutico vice-campeão da Série B no ano passado.
O quadrado juntava destruição à construção. E aliava marcação à criatividade como poucas equipes faziam no torneio, tornando-se uma marca do 4-4-2 montado pelo treinador Waldemar Lemos. O setor central alvirrubro reunia três volantes ‘pegadores’, que sabiam subir, e um meia inventivo, que ajudava na marcação.
Pareciam intocáveis. E eram, pelo menos até o final da temporada passada. 2012 veio e apenas duas peças do quarteto (Derley e Elicarlos) haviam ficado nos Aflitos. Everton deixou o clube.  Já a renovação de Eduardo Ramos virou uma novela que só acabou às vésperas do Campeonato Pernambucano.
Assim, o comandante alvirrubro usou as peças que tinha à mão. Lançou o volante Souza e o meia Cascata no time. E, para surpresa de muitos, a dupla tornou-se logo destaque imediato da versão 2012 do Timbu. E, para melhorar, o time seguiu com a mesma pegada da última Série B. E sem perder a criatividade no setor.
Com a volta de Eduardo Ramos à equipe, questões foram levantadas: Como mexer em um meio-campo que se comporta como se jogasse junto há anos? E Cascata, poderia dividir espaço com o antigo camisa 10 sem o time perder força na marcação? Para Waldemar Lemos, sim.  Era possível manter os três volantes e ainda utilizar a dupla de armadores.
Porém, para isso, era preciso que um atacante fosse sacado do time titular. E como Kieza não teve o contrato renovado e os reforços Henrique e Siloé não mostraram um bom serviço, Waldemar Lemos deixou Rogério isolado na frente. Conhecido tanto pela sua rapidez quanto pela ‘facilidade’ em perder gols, Rogério assumiu a responsa. E não fez feio, marcando o gol solitário da vitória contra o Araripina, no Sertão pernambucano.
Mais do que os três pontos somados, vale destacar a postura do time. O futebol alvirrubro mostrou-se mais ‘solto’. Faltou um maior poder de fogo, verdade seja dita. Mas o 4-5-1 deu uma nova dinâmica à movimentação do time, agora, mais rápido e imprevisível.
E, no fim das contas, o esquema ainda faz valer uma velha máxima do futebol: o melhor esquema tático é aquele que abriga os melhores jogadores do time.

Fonte: Blog de Primeira/FolhaPE