O problema com Léo é pessoal, Zé Teodoro?
No ano passado, muitos torcedores do Santa Cruz reclamavam que o técnico Zé Teodoro tinha algum tipo de problema pessoal com Léo. Na época, o treinador evitava utilizar o meio-campista, que vinha de uma longa e complicada contusão no púbis. Além do mais, era notório o interesse do atleta em acertar a sua transferência para o Botafogo, o que de certa forma minava o foco dele nos objetivos do clube na temporada.
Cerca de dez meses depois, os argumentos que poderiam afastar as suspeitas de alguma cisma do técnico com o jogador não existem mais. A teimosia de Teodoro de manter Léo longe do time titular, no entanto, começa a gerar sérias duvidas quanto à intenção do treinador com tamanha implicância.
Nas duas vitórias contra Serra Talhada e Ypiranga, Léo entrou muito bem no decorrer da partida e marcou dois belos gols. Na partida seguinte, a derrota para o Araripina, o meia foi obrigado a esquentar o banco de reservas nos 90 minutos.
Em suma, Léo entrou, o time teve um melhor desempenho e conseguiu vitórias. Ele não entra, a equipe perde. Mas encaremos estes detalhes como mera coincidência.
Analisemos outras questões. Como, por exemplo, o fato de, mesmo tendo mexido muito mal na última partida e o time sofrido mais uma derrota, Zé Teodoro insistir em manter o time diante do Central, amanhã, no Arruda.
Na sua entrevista coletiva após o treinamento desta terça, o técnico salientou que a única dúvida é quanto ao aproveitamento de Weslley, que está com um cansaço muscular e foi poupado dos trabalhos de hoje.
“Se não pudermos contar com o Weslley, entra Luciano Henrique”, avisou. Mas, por que Luciano e não Léo, cujas características se assemelham muito mais às do titular (bom nível de marcação e muita qualidade com a bola nos pés)? Enquanto que Luciano Henrique atua mais adiantado e não marca ninguém.
Fica difícil de acreditar que uma pessoa inteligente como Zé Teodoro não enxergue os tantos motivos que justificam a presença de Léo no time titular, mesmo que ele viesse a ser sacado no segundo tempo caso não suportasse ainda os 90 minutos de uma partida.
Por isso, não tem como deixar de lado uma cisma de muitos torcedores do Santa.
Fonte: Blog de Primeira/FolhaPE

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