O que esperar do Santa Cruz?
Hoje, tem início o campeonato pernambucano de futebol. E grandes são as expectativas, em termos gerais e específicos. No tocante ao Santa Cruz, para muitos, o clube já não corre mais por fora na disputa do título de campeão, como ocorreu no ano passado.
Para aqueles que assim pensam, é importante lembrar que o Santa Cruz continua sendo o primo pobre dentre o trio de ferro da capital. Haja vista que a situação financeira do clube das multidões ainda o mantém muito distante dos seus mais ferrenhos adversários.
Tal circunstância, em conseqüência de seguidas automutilações administrativas e financeiras, quase que leva o clube à bancarrota. Mas o gigante, no ano passado, como é sabido, voltou a erguer-se e abocanhou a taça: sem perder a humildade, sua principal característica.
Embora seja inteiramente verdade que o gigante acordou, não é menos verdadeiro afirmar que o Santa Cruz continuará correndo por fora, esse ano. A citada disparidade financeira ainda é bastante significativa. E a única possibilidade de encurtá-la é deixar bem claro que o principal objetivo do clube é ascender de Série, mais uma vez. Não apenas por razão de orgulho ainda ferido, mas, principalmente, por uma imperiosa questão de sobrevivência financeira.
É com esse propósito em mente que o clube dará início, essa tarde, à temporada de 2012. Pensar de forma diferente é o mesmo que trocar a possibilidade da realização de uma grande operação de venda no atacado por uma relativa operação no varejo. Infelizmente, a última das duas operações não atende, de imediato, ao objetivo maior do clube: que é voltar a ser grande, em termos de conquistas; equiparando-se, assim, à mesma ordem de grandeza da sua gigantesca e extraordinária torcida.
Por conseguinte, a ascensão de Série é fundamental para que o Santa Cruz não apenas readquira em plenitude a sua pujança clubística, mas, também, para que lhe permita readquirir o vigor financeiro necessário que lhe leve a disputar qualquer competição de uma forma mais igual e mais justa. A realidade é que o orçamento do cube é quatro a cinco vezes menor do que o dos seus principais adversários.
Todavia, ainda bem que o futebol é um esporte que permite surpresas. Sendo a principal delas a conquista de um campeonato por uma equipe em situação financeira adversa, desde que realize um trabalho com afinco e determinação. Essa constatação é que nos anima a abocanhar o título, mais uma vez. Pois é com determinação e afinco que a diretoria d’O Mais Querido, juntamente com a sua comissão técnica, têm trabalhado, dia e noite. De forma firme e unida!
Mas, há ainda outro elemento de fundamental importância para que essa equação funcione num clube de massa, como é o caso do Santa Cruz – é decisivo que a equipe seja embalada, ao longo de toda a competição, pelo extraordinário calor da sua torcida. Que ela grite e incentive os jogadores, ensurdecendo as equipes adversárias e levando-as às raias do desespero, dentro e fora do Monumental do Arruda, como assim tem feito.
Sabemos o quanto será difícil o campeonato pernambucano deste ano, especialmente levando em consideração que, do fim do ano passado para cá, com a ascensão dos nossos principais rivais à Série A do Campeonato Brasileiro, a disparidade financeira aumentou ainda mais.
Não obstante, que seja dito que o Santa Cruz não se deixará assombrar com isso. O clube das multidões, nascido em praça pública e forjado nas adversidades dos desafios sociais, muito bem sabe o que é o valor de uma conquista; não as de mãos beijadas ou fruto de vã arrogância!
Essas passam longe do clube do Santo Nome. A palavra conquista para nós tem um outro sentido: o da autoconsciência da nossa fragilidade financeira e o da humildade de espírito que nos é característica. É exatamente daí que brota a nossa força – em forma de espírito de luta e de avalanche humana.
Destarte, no que concerne ao campeonato pernambucano, o que esperar do Santa Cruz? Que chegue entre as quatro equipes credenciadas a brigar pelo título! Esse é o objetivo. Daí por diante, tudo é possível...
Para aqueles que assim pensam, é importante lembrar que o Santa Cruz continua sendo o primo pobre dentre o trio de ferro da capital. Haja vista que a situação financeira do clube das multidões ainda o mantém muito distante dos seus mais ferrenhos adversários.
Tal circunstância, em conseqüência de seguidas automutilações administrativas e financeiras, quase que leva o clube à bancarrota. Mas o gigante, no ano passado, como é sabido, voltou a erguer-se e abocanhou a taça: sem perder a humildade, sua principal característica.
Embora seja inteiramente verdade que o gigante acordou, não é menos verdadeiro afirmar que o Santa Cruz continuará correndo por fora, esse ano. A citada disparidade financeira ainda é bastante significativa. E a única possibilidade de encurtá-la é deixar bem claro que o principal objetivo do clube é ascender de Série, mais uma vez. Não apenas por razão de orgulho ainda ferido, mas, principalmente, por uma imperiosa questão de sobrevivência financeira.
É com esse propósito em mente que o clube dará início, essa tarde, à temporada de 2012. Pensar de forma diferente é o mesmo que trocar a possibilidade da realização de uma grande operação de venda no atacado por uma relativa operação no varejo. Infelizmente, a última das duas operações não atende, de imediato, ao objetivo maior do clube: que é voltar a ser grande, em termos de conquistas; equiparando-se, assim, à mesma ordem de grandeza da sua gigantesca e extraordinária torcida.
Por conseguinte, a ascensão de Série é fundamental para que o Santa Cruz não apenas readquira em plenitude a sua pujança clubística, mas, também, para que lhe permita readquirir o vigor financeiro necessário que lhe leve a disputar qualquer competição de uma forma mais igual e mais justa. A realidade é que o orçamento do cube é quatro a cinco vezes menor do que o dos seus principais adversários.
Todavia, ainda bem que o futebol é um esporte que permite surpresas. Sendo a principal delas a conquista de um campeonato por uma equipe em situação financeira adversa, desde que realize um trabalho com afinco e determinação. Essa constatação é que nos anima a abocanhar o título, mais uma vez. Pois é com determinação e afinco que a diretoria d’O Mais Querido, juntamente com a sua comissão técnica, têm trabalhado, dia e noite. De forma firme e unida!
Mas, há ainda outro elemento de fundamental importância para que essa equação funcione num clube de massa, como é o caso do Santa Cruz – é decisivo que a equipe seja embalada, ao longo de toda a competição, pelo extraordinário calor da sua torcida. Que ela grite e incentive os jogadores, ensurdecendo as equipes adversárias e levando-as às raias do desespero, dentro e fora do Monumental do Arruda, como assim tem feito.
Sabemos o quanto será difícil o campeonato pernambucano deste ano, especialmente levando em consideração que, do fim do ano passado para cá, com a ascensão dos nossos principais rivais à Série A do Campeonato Brasileiro, a disparidade financeira aumentou ainda mais.
Não obstante, que seja dito que o Santa Cruz não se deixará assombrar com isso. O clube das multidões, nascido em praça pública e forjado nas adversidades dos desafios sociais, muito bem sabe o que é o valor de uma conquista; não as de mãos beijadas ou fruto de vã arrogância!
Essas passam longe do clube do Santo Nome. A palavra conquista para nós tem um outro sentido: o da autoconsciência da nossa fragilidade financeira e o da humildade de espírito que nos é característica. É exatamente daí que brota a nossa força – em forma de espírito de luta e de avalanche humana.
Destarte, no que concerne ao campeonato pernambucano, o que esperar do Santa Cruz? Que chegue entre as quatro equipes credenciadas a brigar pelo título! Esse é o objetivo. Daí por diante, tudo é possível...
* Sylvio Ferreira é psicólogo, conselheiro, e assessor especial da presidência do Santa Cruz.
Nota: A opinião não reflete, necessariamente, a opinião do Blog do Torcedor
Fonte : Blog do Torcedor
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