Lenon: um reserva mais utilizado que os titulares
Junho de 2011. Revelado pelo Flamengo, o volante Lenon chegava aos Aflitos para jogar pelo Náutico, que, à época, brigava pelas primeiras posições da Série B. Jogador do meio-campo, o ex-flamenguista chegava para o posto mais concorrido do time. Afinal, o Náutico jogava com três volantes (Everton, Elicarlos e Derley). E todos eles eram titulares absolutos.
Contudo, a equipe de Waldemar Lemos tinha um elenco extremamente restrito (qualquer semelhança com o Náutico de 2012 não é mera coincidência). E, aos poucos, Lenon foi tendo suas chances. Longe de apresentar um primor técnico, destacou-se pela raça. Lembrava um tipo chamado de ‘volante-volante’. Técnica e refinamento em escassez. Em compensação raça e correria de sobra.
Ao final da Série B, Lenon tinha jogado 14 partidas (em oito delas foi lançado no decorrer do jogo). Nesse pouco tempo com a camisa vermelha e branca, conquistou o que mais importava para a sua renovação: a confiança do treinador Waldemar Lemos. O treinador exigiu sua renovação. Bancou sua permanência. E Lenon deixou de ser um reserva utilizado vez por outra.
Virou muito mais do que isso. Para quem pouco percebeu sua presença no time neste ano, vale lembrar: Lenon jogou nada menos do que todas as nove partidas do Náutico. Apenas o atacante Siloé detém essa marca em conjunto. O elenco continua limitado, é verdade, mas não nega o fato de que Lenon é, de fato, o homem de confiança de Waldemar Lemos.
Seja como volante ou lateral-direito, Lenon virou uma peça imprescindível no Náutico. É o 12º jogador. Quase sempre titular. Foi assim em cinco dos seus nove jogos (inclusive os quatro últimos). Ajuda o fato de que não outros volantes contratados além do trio titular e de o lateral-direito Marquinhos ter se machucado logo em sua chegada.
Além disso, Lenon mandou bem nos clássicos contra o Sport (marcou um gol) e Santa Cruz. E, amanhã, volta à titularidade (no lugar de Elicarlos) contra o Central. E em sua posição de origem. Aonde rende melhor e faz valer a sua condição de marcador incansável. Do jeito que o ‘paizão’ Waldemar gosta.
Blog de Primeira/FolhaPE

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